Vieiros - Xoves, 27 de xullo de 2000

Massacre de civis em Angola e Namíbia

As Forcas Armadas Angolanas e Namibianas são acusadas de massacrar populações ao longo da fronteira entre Angola e a Namíbia, mais concretamente ao longo do rio Kubango, a pretexto de perseguição de elementos da UNITA, noticiou esta quarta-feira a Voz da América em Luanda.

A Sociedade Namibiana para os Direitos Humanos afirma que as principais vítimas destas acções são os cidadãos angolanos que se expressam em ubundo, alegadamente por terem ligações com a UNITA.

O director-geral da Sociedade Namibiana para os Direitos Humanos, Phil ya Nangoloh, descreve várias acções de violência, uma das quais registada esta terça-feira.

Nangolo descreveu a situação ao longo da fronteira como sendo grave e afirmou que estas acções são a continuação de várias outras que aconteceram no passado.

Para o director geral da Sociedade Namibiana, a lei sobre os Direitos Humanos tem sido totalmente desrespeitada ao longo da fronteira entre os dois países, onde frequentemente ocorrem acções de violência militar.

O embaixador namibiano em Angola atribui estas acções à UNITA, mas Phil ya Nangolo garante o contrário. As autoridades angolanas, que a Voz da América tentou ouvir, têm-se mantido incontactáveis.