Diário de Notícias - 27 de Setembro de 2001
Turquia pede inclusão do terrorismo no TPI
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Carlos Albino A Turquia solicitou formalmente que os crimes de terrorismo voltem a ser considerados entre as competências do TPI convidando a Comissão Preparatória, presidida pelo canadiano Philippe Kiirsch, a colmatar desde já essa lacuna. O representante turco avisou que, na melhor da hipóteses, uma conferência de revisão do TPI poderá ocorrer apenas em 2009. A Turquia considera este prazo como inaceitável, advertindo que o TPI ficará impotente para julgar crimes de terrorismo pelo menos durante mais um decénio. A Jugoslávia, entretanto, tornou-se no 38.º Estado a ratificar o Tribunal Penal Internacional, enquanto a Holanda já comunicou formalmente às Nações Unidas que estará em condições de acolher a instância judiciária mundial até final de 2002. Perante a Comissão Preparatória do TPI reunida em Nova Iorque, o MNE holandês, Jozias van Aartsen sublinhou a necessidade de se reforçar a luta contra os crimes internacionais, evocando os ataques terroristas nos EUA. Para que o TPI entre em vigor é necessário que um mínimo de 60 Estados procedam à ratificação. Dos 191 Estados do Mundo (189 membros da ONU e dois à margem, Santa Sé e Suiça) 139 assinaram ou deram mera adesão inicial (entre as quais Portugal). EUA e Israel assinaram com relutância o Estatuto de Roma no último dia possível (31 de Dezembro de 2000) e um número significativo de 50 Estados, como China, Índia e Paquistão, não dão sinais de aceitação. |