Folha de São Paulo, 15 - VIII - 2002
Conflitos no Congo
deixam 110 mortos e milhares de refugiados
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da Reuters, em Nairóbi Mais de 110 civis foram mortos e milhares de famílias tiveram de deixar suas casas depois que conflitos no nordeste de uma cidade congolesa começaram na semana passada, disse a ONU (Organização das Nações Unidas). Nos últimos dias, um intervalo no conflito permitiu a funcionários de organizações humanitárias descobrir outros corpos, elevando o número de mortos. Lutas entre milícias tribais, o Exército de Uganda e uma facção rebelde começaram em 6 de agosto, criando uma nova leva de refugiados em uma área já abalada por quatro anos de guerra na República Democrática do Congo, segundo a ONU. Os conflitos, envolvendo apenas alguns dos muitos grupos armados que participam na guerra do Congo, comprovam as dificuldades de implementar um acordo de paz assinado pelos Governos de Ruanda e do Congo em 30 de julho. "Os choques, que aconteceram durante o dia e à noite, foram acompanhados de pilhagem, incluindo saques de suprimentos humanitários", disse um comunicado das Nações Unidas. Segundo o comunicado, cerca de dez mil famílias de Bunia foram deslocadas de suas casas pelo mais recente conflito e por outras explosões de violência na área nos últimos dois meses. No domingo, observadores da ONU disseram ter encontrado mais corpos mutilados em Bunia, incluindo o de mulheres e crianças golpeadas até a morte e jogadas em covas coletivas. A guerra do Congo começou em 1998, quando Ruanda e Uganda invadiram o país para apoiar rebeldes lutando contra o Governo. Zimbábue, Angola e Namíbia enviaram soldados para dar suporte ao Exército congolês. |