Folha de São Paulo, 27 - VIII - 2002

Exame de DNA inocenta americano
17 anos após condenação

da Reuters, em Detroit

Testes de DNA ajudaram a anular a condenação do norte-americano Eddie Joe Lloyd, que passou 17 anos na prisão pelo estupro e assassinato de uma adolescente.

Lloyd, 54, tornou-se mais um dos cerca de cem condenados nos Estados Unidos que tiveram sua pena cancelada após novos testes.

O americano era paciente do Instituto Psiquiátrico de Detroit quando a polícia disse que ele havia confessado, em uma fita de áudio, o estupro e o estrangulamento da estudante Michelle Jackson, 16, em janeiro de 1984.

Seus advogados argumentaram que a polícia obrigou Lloyd a confessar o crime, dizendo que a confissão ajudaria a "forçar" o real criminoso a aparecer. Posteriormente, Lloyd alegou sua inocência.

O juiz do tribunal do Condado de Wayne derrubou hoje a condenação de Lloyd de 1985 e ordenou sua libertação imediata, depois que o promotor Michael Duggan ter dito que os testes de DNA mostraram que ele não cometeu o crime.

"Infelizmente, a senhorita Jackson não pôde falar do túmulo", disse Lloyd, depois de ter sido solto. "Mas o homem moderno e a ciência fizeram o que ela não pôde fazer - falar do túmulo".