Folha de São Paulo, 9 - X - 2002
Tribunal do Chile prende ex-general
por esconder informações
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da Reuters, em Santiago do Chile Um tribunal do Chile prendeu hoje um ex-general da força aérea por supostamente esconder informações sobre abusos dos Direitos Humanos durante o Governo ditatorial de Augusto Pinochet, que durou 17 anos, disseram autoridades judiciais. Em uma disputa que levou o presidente Ricardo Lagos a demitir duas autoridades da Defesa no mês passado, o general Patricio Campos é acusado de enganar os investigadores no ano passado sobre o assassinato de esquerdistas nas décadas de 1970 e 1980 realizados por um grupo militar de inteligência. Campos ficará preso para interrogatórios por cinco dias antes que o juiz decida se entra com acusações formais contra ele. "O juiz Mario Carroza... ordenou a prisão preventiva do general aposentado Patricio Campos por sua suposta responsabilidade no crime de obstrução da Justiça", disse Miguel Gonzalez, um porta-voz do tribunal, aos repórteres. Campos, um dos generais mais importantes da Força Aérea, foi demitido em setembro, depois que um artigo do jornal do Governo disse que ele teria ligações com um grupo de espionagem, que torturou e matou esquerdistas sob o Governo Pinochet. Cerca de 3.000 pessoas foram mortas ou desapareceram no mandato de Pinochet de 1973 e 1990. Campos foi o responsável por reunir informações no ano passado de testemunhas da Força Aérea como parte de um inquérito sobre violações dos Direitos Humanos. De acordo com o artigo do jornal, ele intencionalmente negou informações para proteger membros do Exército. A disputa trouxe pedidos de demissão do chefe de Campos, o chefe da Força Aérea, Patricio Rios. O presidente é proibido pela Constituição de demitir chefes militares. |