La Jornada - Martes 12 de noviembre de 2002

La Casa Blanca se niega a aceptar inspecciones

Se reúnen países firmantes
de la Convención sobre armas biológicas

AFP y DPA

Ginebra, 11 de noviembre. Los ciento cuarenta y seis países firmantes de la Convención sobre armas biológicas de la ONU iniciaron este lunes una reunión para tratar de salir del callejón sin salida en que están las negociaciones destinadas a fortalecer la prohibición de este tipo de armamento firmada en 1972.

La conferencia fue suspendida en diciembre pasado por las diferencias entre Estados Unidos, que se niega a aceptar inspecciones, y los demás países.

Esta nueva sesión fue inaugurada por el presidente de la conferencia, el embajador húngaro Tibor Toth, quien propuso a los países miembros un proyecto de declaración que prevé nuevas reuniones anuales para examinar en especial las medidas nacionales de control de los arsenales biológicos antes de la nueva sesión ordinaria de la conferencia, prevista para 2006.

Pero este texto, que debe ser adoptado por consenso, no contempla de manera explícita dotar a la convención de un sistema de verificación internacional y obligatoria, de lo que carece pese a siete años de negociaciones.

Hace un año, la conferencia había aplazado sus trabajos en Ginebra cuando Estados Unidos se opuso a toda inspección obligatoria e independiente de sus laboratorios de biotecnología, aduciendo que seis países firmantes de la Convención (Corea del Norte, Irak, Irán, Libia, Sudán, Siria) continúan con la producción de armas biológicas. La Convención prohíbe la fabricación y almacenamiento de tales armas.

Expertos y organizaciones no gubernamentales subrayan que la adopción de un sistema de verificación con credibilidad es mucho más necesario ahora debido a los progresos rápidos de la biotecnología y el resurgimiento de las amenazas bacteriológicas, así como por los ataques con antrax en Estados Unidos y las acusaciones actuales en Irak.

Folha de São Paulo, 12 - XI - 2002

Começa conferência
sobre armas biológicas na Suíça

da France Presse, em Genebra (Suíça)

Os 146 países que assinaram a Convenção da ONU (Organização das Nações Unidas) proibindo armas biológicas iniciaram hoje uma reunião para tentar resolver o impasse em que se encontram as negociações destinadas a fortalecer o acordo, que foi firmado em 1972.

A nova sessão da Conferência de Exame da Convenção foi inaugurada no Palácio das Nações em Genebra, na Suíça, pelo presidente do encontro, o embaixador húngaro Tibor Toth.

Ele propôs aos países membros um projeto de declaração que prevê novas reuniões anuais para examinar em especial as medidas nacionais de controle dos arsenais biológicos, antes da nova sessão ordinária da conferência prevista para 2006.

Mas o texto não visa de maneira explícita adotar um sistema de verificação internacional e obrigatória, o que faz falta, apesar dos sete anos de negociações.

A sessão foi suspensa pouco depois para que os representantes dos países-membros pudessem se comunicar com suas respectivas capitais, antes de voltar a se reunir amanhã à tarde. O projeto deve ser adotado por consenso.

Há um ano, a conferência adiou seus trabalhos em Genebra sem decidir medidas de coação, pois os Estados Unidos se opuseram a qualquer inspeção obrigatória e independente de seus laboratórios de biotecnologia.

Washington explicou sua posição ao acusar seis países que assinaram a Convenção da ONU (Coréia do Norte, Iraque, Irã, Líbia, Sudão, Síria) de continuar com a produção de armas biológicas.

A Convenção da ONU proíbe a fabricação e armazenamento de tais armas.

Especialistas e organizações não-governamentais enfatizam que a adoção de um sistema de verificação com credibilidade é uma necessidade devido aos progressos rápidos da biotecnologia e o ressurgimento das ameaças bacteriológicas, assim como pelos ataques com antraz nos Estados Unidos e as atuais acusações em relação ao Iraque.