El País - Miércoles, 13 de noviembre de 2002
La policía afgana mata a varios estudiantes
que protestaban en Kabul
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AFP. Kabul. Varios estudiantes murieron entre el lunes por la noche y ayer durante una protesta estudiantil en Kabul que fue violentamente reprimida por la policía afgana. Los estudiantes protestaban contra las condiciones de vida en los dormitorios universitarios. Varios estudiantes murieron entre el lunes por la noche y ayer durante una protesta estudiantil en Kabul que fue violentamente reprimida por la policía afgana, que abrió fuego contra los manifestantes. Según el Ministerio del Interior, la represión ha provocado una víctima mortal, mientras que un portavoz de los estudiantes señaló que seis jóvenes habían muerto durante la protesta. La televisión afgana, por su parte, aseguró que se produjeron dos muertos y cinco heridos. Varios miles de estudiantes de la Universidad de Kabul, situada en uno de los barrios más destrozados de la capital afgana, protestaban por las condiciones del centro. Esta violenta protesta coincide con el primer aniversario, que se cumple hoy, de la salida de los talibanes de Kabul y de la entrada de las tropas de la Alianza del Norte en la capital afgana. |
La Jornada - Miércoles 13 de noviembre de 2002
Reprime la policía afgana
una protesta estudiantil en Kabul; hay varios muertos
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Elogia Bin Laden atentados en Bali, Yemen y Kuwait, y la toma de rehenes en Moscú. Pide legislador en EU movilización contra grupos extremistas antes de un ataque a Irak. AFP y PL Kabul, 12 de noviembre. Entre cuatro y seis estudiantes murieron durante la noche del lunes y este martes cuando la policía afgana abrió fuego con armas automáticas contra miles de jóvenes que se manifestaban en esta capital en demanda de mejores condiciones para la Universidad de Kabul. Los reportes indican que además habría una treintena de heridos y centenares de detenidos por los disturbios que se suscitaron luego que la policía abatió a un estudiante durante la noche del lunes y este martes, cuando los manifestantes reclamaban por esa víctima, pero nuevamente fueron reprimidos por las fuerzas de seguridad. La protesta fue convocada ante las malas condiciones de vida en el campus de la Universidad de Kabul, donde hay problemas de carencias de suministro de agua, electricidad y alimentos. En ese contexto, algunos estudiantes que gritaban consignas contra los "criminales" de las fuerzas de seguridad fueron agredidos con garrotes y hubo disparos. Por otra parte, la televisora árabe Al Jazzera difundió una supuesta nueva cinta de audio atribuida a Osama Bin Laden, el líder saudita de la red Al Qaeda, en la que éste elogia los recientes atentados perpetrados en Bali, Yemen y Kuwait, además de la toma de rehenes en Moscú y ataques anteriores contra ciudadanos alemanes en Túnez y franceses en el puerto paquistaní de Karachi. Según el mensaje sonoro, se hace una advertencia a los países aliados de Estados Unidos, especialmente Gran Bretaña, Alemania, Italia, Canadá, Francia y Australia, para que en lo sucesivo se abstengan de seguir respaldando a "la banda de carniceros de la Casa Blanca". Incluso, llama al presidente estadunidense, George W. Bush, el "faraón del siglo", de quien dice que lo que está haciendo es "asesinar a nuestros niños en Irak, y lo que hace Israel, aliado de Estados Unidos en Medio Oriente, bombardeando las casas que albergan ancianos, mujeres y niños palestinos, es suficiente para que los sabios que hay entre vuestros dirigentes se alejen de esta banda criminal". La Casa Blanca dijo que seguía de cerca los informes para corroborar la autenticidad de la cinta en cuestión, en tanto que el legislador Bob Graham urgió a la Oficina Federal de Investigaciones (FBI, por sus siglas en inglés) a movilizarse contra los grupos terroristas en Estados Unidos antes de un eventual ataque contra Irak. |
Folha de São Paulo, 13 - XI - 2002
Polícia dissolve
manifestação estudantil em Cabul
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da Reuters, em Cabul A polícia afegã dispersou hoje, com tiros para o alto e jatos d'água, uma manifestação de centenas de universitários que protestavam contra a morte de quatro colegas, ocorrida durante outra manifestação, na noite de ontem. A tropa de choque cercou o campus para impedir que cerca de quinhentos estudantes, a maioria da etnia dominante pashtun, chegassem aos prédios do Governo. Eles reclamavam das condições precárias na universidade e da falta de comida na residência estudantil, e também exigiam a devolução dos corpos dos colegas mortos. "Queremos marchar pacificamente até o palácio presidencial e ver o que está acontecendo. Nos últimos três ou quatro dias não temos o que comer nem eletricidade no alojamento", disse o universitário Hamid, com o rosto ensanguentado por causa dos conflitos da véspera. O protesto acontece em um bairro ainda bastante destruído de Cabul, um dia antes do primeiro aniversário da tomada da capital, até então em mãos da milícia religiosa Taleban. Estudantes e fontes policiais disseram na noite de ontem que quatro manifestantes foram mortos e catorze ficaram gravemente feridos por causa da intervenção policial contra uma passeata que reunia cerca de mil alunos. Uma testemunha disse que a polícia foi apedrejada. O general Hilal, vice-ministro do Interior, disse no local que só um aluno morreu, e que dentro do alojamento havia militantes armados gritando lemas de apoio a Osama bin Laden e sua rede Al Qaeda. Por isso, ele não descartou a hipótese de envolvimento da Al Qaeda no incidente. As tropas da ONU que vigiam Cabul disseram que não foram chamadas para ajudar a polícia, mas estão monitorando a situação a distância. Não há notícias de novas vítimas hoje, mas duas ambulâncias deixaram a área a grande velocidade. O presidente Hamid Karzai está em viagem aos Estados Unidos, mas já foi informado a respeito da manifestação violenta de ontem, algo raro em Cabul. Autoridades disseram que já estão negociando com os estudantes. Apesar da alegria que tomou conta de Cabul há um ano, com a queda do Taleban, há um sentimento de frustração porque os bilhões de dólares prometidos pela comunidade internacional para a reconstrução do país ainda não se refletiram em uma melhora nas condições de vida. Polícia afegã abre fogo contra estudantes da France Presse, em Cabul A polícia afegã disparou contra milhares de estudantes que se manifestavam em Cabul. Os distúrbios começaram na noite de ontem e tiveram continuidade hoje. Ainda não se sabe o número exato de mortos. Os distúrbios ocorrem por ocasião do primeiro aniversário da liberação da capital afegã após a partida da milícia fundamentalista dos talebans, em 13 de novembro de 2001. Ontem, ocorreu a primeira manifestação de estudantes que protestavam contra as más condições de vida no campus da Universidade de Cabul. Pelo menos um universitário morreu, informou o ministro afegão do interior, Taj Mohammad Wardak. A violência prosseguiu hoje, numa nova marcha de universitários, que gritavam "morte aos assassinos de estudantes!". Esquadrões de policiais tentaram impedir o protesto, agredindo alguns jovens com cassetetes e lançando jatos d'água. Os estudantes revidaram jogando pedras nos policiais, que abriram fogo contra os manifestantes. A televisão oficial anunciou hoje que dois estudantes morreram e cinco ficaram feridos. Um representante dos manifestantes afirmou por sua vez que seis jovens tinham morrido. O presidente afegão,Hamid Karzai, expressou hoje sua indignação perante os incidentes. Ele criticou a polícia por atirar contra os estudantes e exigiu a abertura de um inquérito para identificar os responsáveis. |
BBC Brasil - 13 de novembro, 2002
Pelo menos dois morrem
em protesto em Cabul
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Estudantes de Cabul, no Afeganistão, se confrontam com a polícia pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira. Eles querem que os responsávels pelas mortes de manifestantes na segunda-feira sejam levados a julgamento. Na segunda-feira à noite, os estudantes estavam protestando por melhores condições de vida, quando entraram em confronto com a polícia. O choque provocou a morte de pelo menos dois estudantes, e outros ficaram feridos. Os estudantes dizem que quatro foram mortos e dez feridos. Nesta terça-feira, a polícia atirou para o ar e usou jatos de água para tentar conter os estudantes da Universidade de Cabul. Protesto Cerca de mil manifestantes participaram do protesto na segunda-feira à noite na zona oeste de Cabul. Eles protestavam contra as condições de vida precárias e a falta de eletricidade. "Nós não temos água. Não temos pão. Tudo é caro", disse Nangalai, um estudante de Medicina. A polícia disse que os estudantes jogaram pedras, provocando ferimentos em alguns policiais. Os policiais reagiram, atirando na multidão. "O maior erro deles foi protestar durante a noite", disse o ministro do Interior, Tai Mohammed Wardack. "Essa é a primeira vez que isso acontece em Cabul. Eles atiravam pedras em tudo, em todos os carros do local", disse o ministro. Inquérito Correspondentes dizem que essa é a primeira vez que há violência em uma demonstração popular desde a queda do regime Talebã há um ano. O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que a polícia agiu por iniciativa própria e que ele estava profundamente abalado pelo ocorrido. Ele disse que haveria uma investigação sobre as causas da violência e sobre quem seriam os responsáveis. |