Folha de São Paulo, 25 - XII - 2003

Sobe para quatro o número de mortos
em atentado em Tel Aviv

da France Presse

O atentado suicida hoje em um ponto de ônibus lotado perto de Tel Aviv causou quatro mortes, além do suicida, e deixou quinze feridos, segundo os novos números fornecidos pela polícia israelense. Entre as vítimas, três são mulheres.

Tudo começou quando helicópteros israelenses dispararam dois mísseis contra um carro que viajava por um bairro ao norte de Gaza, matando o chefe do grupo extremista Jihad Islâmica conhecido como Moqbel Hamid.

Horas depois, em resposta ao ataque israelense, um homem-bomba explodiu em um ponto de ônibus próximo a Tel Aviv.

O ataque ocorreu na rodovia Geha, em um cruzamento importante nos arredores de Tel-Aviv, onde trabalhadores palestinos costumam aguardar por pessoas que os procuram para oferecer possíveis empregos, acrescentou Sedbon. Como era horário de pico, as ambulâncias demoraram a chegar.

A Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) assumiu a responsabilidade pelo atentado.

O assassinato de Moqbel Hamid foi confirmado pelo exército israelense como continuidade da política de "assassinatos seletivos" implantada pelo Governo de Ariel Sharon para eliminar inimigos do Estado israelense.

O Governo israelense esperava um ataque suicida após o atentado a bomba contra um popular líder palestino. Menos de uma hora após o atentando o ministro da Defesa, Shaúl Mofaz, ordenou o bloqueio total, até segunda ordem, de todos os territórios palestinos.

O ataque israelense põe fim a uma trégua de quase três meses entre israelenses e palestinos. O último atentado palestino ocorreu em 4 de outubro em um restaurante da cidade litorânea de Haifa, em Israel, matando 21 pessoas.