Folha de São Paulo, 9 - VIII - 2004
Teste de DNA inocenta americano
que estava no corredor da morte
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da France Presse, em Washington Procuradores do Estado de Louisiana (sul dos EUA) libertaram nesta segunda-feira Ryan Matthews, condenado à morte quando era adolescente pelo assassinato do comerciante Tommy Vanhoose. Matthews, que estava com dezassete anos quando foi preso em 1997, foi libertado depois que saiu o resultado de um exame de DNA feito há quatro meses e que levantou dúvidas sobre sua participação no crime, afirmou o advogado do réu, Billy Sothern. Matthews, que é considerado deficiente mental, foi condenado à morte em 1999. Em abril passado, os promotores informaram que análises realizadas em um capuz de esqui encontrado após o assassinato continham resíduos de outro tipo de DNA, diferente do de Matthews. O DNA encontrado no capuz pertencia a Rondell Love, que foi preso nove meses após a morte de Vanhoose pelo assassinato de outra pessoa, disse o promotor Paul Connick, em comunicado emitido em abril. O caso de Matthews despertou atenção internacional e gerou críticas entre organizações de Direitos Humanos, como a Anistia Internacional e o grupo contrário à pena de morte Reprieve. |